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terça-feira, 7 de março de 2023

Mulheres de Portugal: Maluda

 Maluda, Maria de Lourdes Ribeiro, pintora, nasceu em Pangim e viveu desde 1948 em Lourenço Marques, atual Maputo, onde começou a pintar e onde formou, com mais quatro pintores, o grupo que se intitulou “Os Independentes”. Obteve uma bolsa de estudos da Fundação Calouste Gulbenkian e viajou para Portugal, onde trabalhou com o mestre Roberto de Araújo em Lisboa. Depois, viveu em Paris, como bolseira da Gulbenkian e foi nessa altura que se interessou pelo retrato e por composições que fazem a síntese da paisagem urbana, com uma paleta de cores muito característica e uma utilização brilhante da luz, que conferem às suas obras uma identidade muito própria e inconfundível. Fez várias séries de selos para os CTT e dois deles ganharam, na World Government Stamp Printers Conference, o “Prémio mundial” para o melhor selo em 1987 e 1989. Faleceu  a 10 de fevereiro de 1999.
A sua última exposição individual, foi os “Os selos de Maluda”, patrocinada pelos CTT.



 

Mulheres de Portugal: Ilse Losa

 Ilse Losa nasceu na Alemanha.  A sua qualidade de judia criou-lhe embaraços no seu país, de onde foi forçada a sair. Na Inglaterra teve os primeiros contactos com escolas infantis e com os problemas das crianças. Refugiou-se em Portugal, aqui casou, adquirindo a nacionalidade portuguesa.
A sua vastíssima obra inclui romances, contos, crónicas, trabalhos pedagógicos e literatura para crianças. Colaborou em diversos jornais e revistas, alemães e portugueses, está representada em várias antologias de autores portugueses e ela própria colaborou na organização e traduziu antologias de obras portuguesas publicadas na Alemanha. Traduziu do alemão alguns dos mais consagrados autores.
Em 1984 recebeu o Grande Prémio Gulbenkian, premiando o conjunto da sua obra para crianças.


segunda-feira, 6 de março de 2023

Mulheres de Portugal: Carmen Miranda

Carmen Miranda, cantora, atriz e bailarina luso-brasileira que obteve grande sucesso no Brasil e nos Estados Unidos,  nasceu a 9 fevereiro de 1909 em Marco de Canaveses.



 

domingo, 5 de março de 2023

Mulheres de Portugal: Ana de Castro Osório

Ana de Castro Osório foi escritora, jornalista, pedagoga, feminista e ativista republicana. Foi pioneira em Portugal na luta pela igualdade de direitos entre homem e mulher.
Escreveu, em 1905, “Mulheres Portuguesas”, o primeiro manifesto feminista português. Foi uma das fundadoras do Grupo Português de Estudos Feministas (1907), da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (1909), da Associação de Propaganda Feminista (1912), da Comissão Feminina Pela Pátria (1916) e da Cruzada das Mulheres Portuguesas (1916). É considerada a criadora da literatura infantil em Portugal e colaborou em diversas publicações periódicas.

Faleceu a 23 de março de 1935 em Setúbal
 

 

sexta-feira, 11 de março de 2022

Mulheres de Coimbra: Regina Quintanilha

Regina Quintanilha de Sousa e Vasconcelos (1893-1967) foi a primeira mulher a cursar Direito até ao fim na Universidade de Coimbra, em conjunto com Maria da Ascensão Sampaio, e é considerada a primeira advogada portuguesa e ibérica da modernidade.

 

Os CTT lançaram a 13 de maio de 2003 a emissão "História da Advocacia em Portugal", com desenhos de Eduardo Aires, que incluía um selo de €0,70 dedicado à ilustre advogada.

quarta-feira, 9 de março de 2022

Mulheres de Coimbra: Carolina Michaëlis

No âmbito das comemorações do centenário da República, foi lançada em outubro de 2009 uma série sobre as Mulheres da República, sendo uma das retratadas, Carolina Michaëlis, ilustre professora na Universidade de Coimbra.
Carolina Wilhelma Michaëlis de Vasconcelos, nasceu em 1851 em Berlim, então Prússia, vindo a falecer em 1925, na cidade do Porto.
O seu grande interesse por Portugal e pela sua cultura, literatura e língua, levou-a a corresponder-se com vários intelectuais portugueses, vários deles da chamada Geração de 70. Entre esses correspondentes, estava Joaquim de Vasconcelos, prestigiado musicólogo e historiador de arte, com quem viria mais tarde a casar. O historiador foi várias vezes visitá-la a Berlim e, em março de 1876, aí casaram.
Escritora, crítica literária e lexicógrafa, foi a primeira mulher professora universitária em Portugal, na Universidade de Coimbra. Desenvolveu o seu trabalho de investigação no âmbito da cultura portuguesa medieval e quinhentista.
Apesar de alguma resistência na época, por parte de membros mais conservadores, Carolina Michaëlis e a escritora Maria Amália Vaz de Carvalho foram as duas primeiras mulheres a ser admitidas na Academia de Ciências de Lisboa, em 1912.


O selo comemorativo dedicado à professora, teve o valor facial de 1,00€, o valor mais alto da série de 6 selos, não correspondendo a nenhum porte específico.


terça-feira, 8 de março de 2022

Mulheres de Coimbra: Rainha Santa Isabel

 Isabel de Aragão, foi uma princesa aragonesa, nascida em cerca de 1270 em Saragoça. Casada por conveniência com o jovem rei D. Dinis, como era hábito na época, entre os reis, em 1282, ou seja, apenas com 12 anos, Isabel de Aragão foi mãe por 2 vezes, a primeira Constança, mais tarde esposa de D. Fernando IV de Castela e o que mais tarde seria D. Afonso IV, sucessor do pai, no trono português.
Depois da morte de D. Dinis em 1325, Isabel recolheu-se no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, vestindo o hábito das Clarissas.
Deslocando-se a Estremoz para apaziguar uma possível guerra, já doente, viria aí a falecer, com a peste negra, em 4 de julho de 1336, sendo posteriormente sepultada no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha.
Com fama de santa em vida, pela sua atitude piedosa e de ajuda aos pobres, Isabel foi ainda mais famosa após a morte, tendo sido beatificada pelo Papa Leão X em 1516 e canonizada pelo Papa Urbano VIII em 1625. O feriado em Coimbra, dia do seu falecimento, é comemorado de 2 em 2 anos com uma forte componente de festa religiosa com procissões de grande pujança.
A lenda sobre Rainha Santa Isabel, é uma das mais apreciadas e conhecidas no país. Segundo essa lenda, a rainha depois de distribuir pães aos mais necessitados, surpreendida pelo rei que lhe perguntou o que levava, ela terá respondido: “São rosas, senhor”, e depois ao mostrar o que levava no regaço, apareceram rosas em vez dos pães que realmente escondia. Como tal, essa flor está muito associada ao culto da santa rainha.


A emissão dedicada à Rainha Santa Isabel (mas também a São Teotónio, ele igualmente ligado a Coimbra), emitida pelos CTT a 10 de julho de 1961, com desenho de Martins Barata, sobre baixos-relevos de Barata Feyo tinha 4 selos (2 para cada um dos homenageados). Impressos em Londres na empresa Harrisson and Sons Ltd pelo método de heliogravura, em papel liso, foram impressos em folhas de 100 selos. Relativamente aos selos da rainha Santa Isabel, o de 1$00 teve uma tiragem de 7 milhões e o de 2$50, 2 milhões de selos. Saíram de circulação a 31 de outubro de 1961
A rainha Santa Isabel está presente em outras peças filatélicas, como sejam vários carimbos comemorativos editados em várias localidades (Coimbra, Estremoz e Trancoso), flâmulas (alusivas às festas em Coimbra), inteiros postais (série “Conheça a sua história”) e selos de Cabo Verde (Assistência)