quinta-feira, 31 de março de 2022

Votação para os melhores selo, bloco e carimbo comemorativo de 2020

 

A SFAAC colocou a votação, durante as comemorações do seu 57º aniversário, no passado fim de semana, o selo, bloco e carimbo comemorativo mais bonitos de 2020 (e 2021), numa iniciativa que se tem repetido com sucesso e reconhecimento nos últimos anos.

Após votação presencial, haverá uma votação online, até dia 10 de abril. Os votos serão juntos e encontrados os vencedores.
Disponível em: https://forms.gle/RwQdXToVeQR1WM8d6

No ano de 2019 foram eleitos:

Para melhor selo, da emissão “Raças Autóctones de Portugal - 2º grupo” – Burro mirandês, com valor facial de €0,91 taxa para o resto do mundo, com 20,5% de votos.

Para o melhor bloco foi eleito o bloco da emissão: “V Centenário da Expedição – Magalhães – Elcano” editado a 12-09-2019, com uma forma um pouco diferente do normal e com valor facial de €3,50, impresso em papel especial semelhante a pergaminho e tiragem de 75000 exemplares. A votação foi de 21,7%.
Já na votação para melhor carimbo comemorativo de 2019, o escrutínio foi muito “caseiro”, tendo sido eleito o carimbo dos “50 Anos da Crise Académica – Peço a Palavra” de Coimbra de 17/04/2019, da responsabilidade da Secção Filatélica.


Nos próximos dias, daremos conhecimento e divulgação da eleição dos melhores de 2021.
 

domingo, 13 de março de 2022

Carimbos de 1º dia de 1974

Continuando com a divulgação, disponibilizamos os  Carimbos de 1º dia de Portugal de 1974.

Divulguem!

 

 




Mulheres de Coimbra: Irmã Lúcia

 Lúcia de Jesus dos Santos nasceu em março de 1907.
Em tenra idade, como era habitual à época, começa a pastorear o rebanho da família.
Em 1917, em conjunto com os primos Jacinta e Francisco Marto, assistem a 6 Aparições de Nossa Senhora, entre maio e outubro.
A morte prematura dos primos, em 1919 e 1920, torna-a a única vidente viva.
Até 1946 vive na Galiza onde professa votos de vida religiosa.
Lúcia dos Santos, a Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado, faleceu a 13 de fevereiro de 2005, aos 97 anos de idade, depois várias décadas vividas em clausura no Carmelo de Coimbra.



Lúcia aparece em vários selos portugueses e de outros países devido à imensa repercussão da mensagem de Fátima.

sexta-feira, 11 de março de 2022

Mulheres de Coimbra: Regina Quintanilha

Regina Quintanilha de Sousa e Vasconcelos (1893-1967) foi a primeira mulher a cursar Direito até ao fim na Universidade de Coimbra, em conjunto com Maria da Ascensão Sampaio, e é considerada a primeira advogada portuguesa e ibérica da modernidade.

 

Os CTT lançaram a 13 de maio de 2003 a emissão "História da Advocacia em Portugal", com desenhos de Eduardo Aires, que incluía um selo de €0,70 dedicado à ilustre advogada.

quinta-feira, 10 de março de 2022

Mulheres de Coimbra: Inês de Castro

 A amante de D. Pedro, a bela Inês de Castro, foi mandada executar por D. Afonso VI. Indignado, o príncipe, futuro D. Pedro I, mal subiu ao trono, mandou logo capturar o trio de assassinos, refugiados em Castela. Apenas dois foram encontrados e tiveram morte horrível.
Tudo começou em 1360, quando o rei anunciou o casamento secreto com a bela galega. Os encontros realizavam-se em Santa Clara-a-Velha, perto da Quinta das Lágrimas, de onde saía um canal estreito que terminava a uma centena de metros do convento, servindo as águas que nele circulavam para transportar as missivas amorosas.
Reza a lenda que Inês se encontrava "posta em sossego" quando foi assassinada pelos três homens que a terão esfaqueado até á morte. As lágrimas que então derramou fizeram nascer a "Fonte" onde "o sangue, que do seu corpo saiu, ainda hoje está gravado na rocha e permanecerá para sempre". Todavia, de acordo com os especialistas, os laivos de sangue do "colo da garça", que se vislumbram nos líquenes que atapetam a pedra do fundo, tomam a cor devido à presença de uma alga, a "Hildenbranthiarosea".


Inês de Castro aparece em 2 selos da filatelia portuguesa. O 1º em 2003, por ocasião da emissão “Património da Unesco”, com imagens do Mosteiro de Alcobaça, Mosteiro dos Jerónimos, Centro Histórico de Guimarães e Alto Douro Vinhateiro. O selo relativo ao Mosteiro de Alcobaça (€0,70) apresenta um detalhe do túmulo existente no Transepto da sua igreja sendo uma obra-prima da escultura gótica em Portugal, em conjunto com o túmulo de D. Pedro, em calcário, cuja construção se situa entre 1358 e 1367 e de autoria desconhecida.


Já em 2010, por ocasião do lançamento da emissão filatélica dedicada ao Teatro em Portugal, o selo de €0,57(porte para Espanha) mostra a peça “A Castro” ou “Tragédia muy sentida e Elegante de Dona Inês de Castro”, de António Ferreira, publicada em 1587, considerada a primeira tragédia clássica portuguesa, tendo por tema a vida e morte de Inês de Castro.  É uma peça em 5 atos, escrita em verso polimétrico. O selo apresenta um desenho de Luiz Duran, mostrando a mais tarde “rainha”, em queda, em sangue. O selo, em circulação desde 7 de junho de 2010, teve uma tiragem de 190 mil exemplares.



quarta-feira, 9 de março de 2022

Mulheres de Coimbra: Carolina Michaëlis

No âmbito das comemorações do centenário da República, foi lançada em outubro de 2009 uma série sobre as Mulheres da República, sendo uma das retratadas, Carolina Michaëlis, ilustre professora na Universidade de Coimbra.
Carolina Wilhelma Michaëlis de Vasconcelos, nasceu em 1851 em Berlim, então Prússia, vindo a falecer em 1925, na cidade do Porto.
O seu grande interesse por Portugal e pela sua cultura, literatura e língua, levou-a a corresponder-se com vários intelectuais portugueses, vários deles da chamada Geração de 70. Entre esses correspondentes, estava Joaquim de Vasconcelos, prestigiado musicólogo e historiador de arte, com quem viria mais tarde a casar. O historiador foi várias vezes visitá-la a Berlim e, em março de 1876, aí casaram.
Escritora, crítica literária e lexicógrafa, foi a primeira mulher professora universitária em Portugal, na Universidade de Coimbra. Desenvolveu o seu trabalho de investigação no âmbito da cultura portuguesa medieval e quinhentista.
Apesar de alguma resistência na época, por parte de membros mais conservadores, Carolina Michaëlis e a escritora Maria Amália Vaz de Carvalho foram as duas primeiras mulheres a ser admitidas na Academia de Ciências de Lisboa, em 1912.


O selo comemorativo dedicado à professora, teve o valor facial de 1,00€, o valor mais alto da série de 6 selos, não correspondendo a nenhum porte específico.